Município de Chaves manifesta indignação pela ausência da Ministra da Saúde em reunião sobre o futuro da saúde no Alto Tâmega e Barroso
O Município de Chaves manifesta a sua profunda indignação e desagrado pela forma como decorreu, esta quarta-feira, dia 14 de outubro, a reunião agendada com a Senhora Ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no Ministério da Saúde, em Lisboa, para debater as políticas públicas de saúde no âmbito do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região do Alto Tâmega e Barroso.
O Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, juntamente com os Presidentes que integram a Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega e Barroso (CIMAT), compareceram, conforme previamente acordado, para uma reunião que consideram de extrema importância para o presente e o futuro dos cuidados de saúde na região. Contudo não foi possível realizar a reunião nos termos em que havia sido convocada, tendo sido proposta, em alternativa, uma reunião com o Senhor Secretário de Estado da Saúde, Francisco Pinheiro Catalão.
O autarca flaviense considera esta situação inaceitável e reveladora de uma falta de consideração institucional perante os representantes legítimos das populações, sobretudo quando está em causa um tema tão sensível e determinante para a qualidade de vida dos cidadãos como é o acesso universal aos cuidados de saúde.
Sem colocar em causa as competências e a dignidade institucional do Senhor Secretário de Estado da Saúde, os seis autarcas decidiram, de forma concertada, não aceitar a alteração dos termos da reunião, por entenderem que a importância dos assuntos a tratar exige um diálogo direto com a responsável política pela tutela da Saúde.
Reitera-se o compromisso de ação conjunta dos municípios do Alto Tâmega e Barroso, em benefício das suas populações, exigindo que esta reunião seja reagendada com a Senhora Ministra da Saúde, de modo a permitir uma discussão séria, responsável e consequente sobre as necessidades da região.
Nuno Vaz reafirma que a saúde não pode continuar a ser tratada com adiamentos, respostas insuficientes ou falta de disponibilidade para ouvir os territórios do interior. As dificuldades no acesso aos cuidados de saúde, a necessidade de garantir respostas adequadas às populações e a defesa da capacidade de resposta do SNS na região exigem atenção política, compromisso e medidas concretas.
A saúde das populações não pode esperar. O interior exige respeito, respostas e compromisso político.




