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Câmara Municipal de Chaves
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Solução passa por luta biológica com largadas do parasitoide “Torymus Sinensis”

31 Maio 2017

Decorreu na manhã do dia 31 de maio, no Auditório do Centro Cultural de Chaves, uma sessão de esclarecimento sobre a praga da vespa das galhas do castanheiro, destinada aos produtores de castanha do Concelho, Presidentes das Juntas de Freguesia, Associações e público em geral, promovida pelo Município, em conjunto com a Associação Portuguesa da Castanha (REFCAST) e Direção Regional de Agricultura e Floresta do Norte (DRAPN).

Na ação de esclarecimento esteve presente o Presidente da Câmara, António Cabeleira, o Coordenador Técnico da REFCAST, Cândido Rodrigues, o Técnico Superior da Direção Regional da Agricultura e Pescas do Norte (DRAPN), Luís Sá, e o Gabinete Técnico Florestal de Chaves, Sílvio Sevivas.

A sessão pretendeu esclarecer e informar todos os presentes sobre o que é a vespa das galhas do castanheiro, nomeadamente: os sintomas desta praga, como se dispersa, quais os meios de luta existentes e quais os procedimentos a executar pelos agricultores e entidades envolvidas, de forma a podermos conviver com esta praga no futuro sem que haja perdas de produção de castanha.

O principal sintoma detetado a nível local são o aparecimento de galhas nos ramos mais jovens, nos pecíolos ou na nervura central das folhas, que evidenciam um intumescimento dos tecidos, podendo medir entre 5 e 20 mm de diâmetro, aparentando uma coloração inicial esverdeada, que vai passando posteriormente para rosada, tornando-se mais visível.

Segundo a Associação Portuguesa da Castanha, no combate a esta praga os agricultores têm um papel preponderante e crucial, numa primeira fase, através do uso de plantas não infetadas (usar nas plantações material com passaporte fitossanitário), numa segunda fase, na verificação semanal das plantações jovens e eliminação das galhas infetadas, numa terceira fase, na comunicação aos serviços dos locais com presença da vespa das galhas e, por último, no uso de práticas culturais adequadas à fase da luta biológica.

A REFCAST refere que a luta biológica, ou seja, a largada de insetos “bons” “Torymus Sinensis”, que vão depositar os ovos nas galhas dos castanheiros infetados, não deixando que a vespa das galhas se desenvolva, permitirá equilibrar a balança e no futuro poderemos conviver com a vespa das galhas sem, contudo, afetar a produção de castanha. Já os produtos químicos não são aconselhados, pois não erradicam a praga, já que o inseto eclode de forma escalonada, por fases, e portanto não se mostram eficazes.

O Município de Chaves alerta assim para a necessidade de os produtores realizarem inspeções semanais aos castanheiros e de terem o cuidado de ao plantar novas árvores, que sejam detentoras de passaporte fitossanitário, já que a praga foi introduzida em Portugal por espécies de castanheiros vindas do estrangeiro. No caso de deteção de galhas contaminadas, os produtores devem proceder à sua remoção para um saco e queimá-las, bem como comunicar os focos de deteção que identifiquem através dos seguintes meios:

- Gabinete Técnico Florestal do Município de Chaves – 961 331 208 ou através do e-mail pcivilchaves@gmail.com;

- DRAPN – 276 333 158;
- AFACC – 968 779 809.

Conteúdo atualizado em31 de maio de 2017às 18:17