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Câmara Municipal de Chaves
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Retratos sobre o Norte de Portugal de há 30 anos em exposição no MACNA

19 Janeiro 2026

O Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso (MACNA), em Chaves, abriu portas na passada sexta-feira, com nova exposição, “O Norte de Ontem – Obras da Coleção Encontros de Fotografia”, uma mostra que reúne cerca de 150 fotografias de autores nacionais e internacionais, registadas durante a década de 90.

Com curadoria de Albano Silva Pereira e Mariana Marin Gaspar, esta exposição resulta da união de três grandes projetos: Terras do Norte, Linha de Fronteira e Foz Côa, um olhar com três décadas sobre um país influenciado pelos primeiros fundos comunitários e em profundas transformações sociais, económicas e paisagísticas.

Na sessão inaugural o presidente da Câmara Municipal, Nuno Vaz, destacou “a ligação à terra e a vontade indómita de afirmação do território, com ênfase no Norte, uma abordagem efetuada numa lógica artística, sem descurar as dimensões da geografia física, da geografia humana, da paisagem e das transformações resultantes da ação humana”. O autarca salientou ainda a qualidade da fotografia e dos fotógrafos envolvidos tendo em conta o registo maioritariamente analógico, considerado “mais exigente, mas de grande qualidade”, cujo contraste do preto e branco introduz uma atração suplementar”.

O projeto reúne obras de fotógrafos portugueses como Daniel Blaufuks, Luís Palma e Paulo Nozolino, bem como de autores internacionais, entre os quais Flor Garduño, Gabriele Basilico e Larry Fink. A exposição integra ainda trabalhos da Linha de Fronteira (1997), realizada no âmbito das comemorações dos 700 anos do Tratado de Alcanizes, com portfólios de Cristina Garcia Rodero, Duarte Belo, Inês Gonçalves e Nuno Cera.

Uma produção conjunta do Centro de Artes Visuais (CAV) e do MACNA, que integra o programa de itinerâncias da Coleção Encontros de Fotografia, com o objetivo de descentralizar a oferta cultural e proporcionar o contacto de novos públicos com o património fotográfico nacional.

Do litoral ao interior, entre a cidade e o campo, o Douro e a vinha, os homens e as pedras, o olhar de cada artista proporciona uma visão particular de vivências e momentos transformadores.

A exposição, patente ao público até 24 de maio de 2026, integra o programa de apoio da Rede Portuguesa de Arte Contemporânea, promovido pela Direção-Geral das Artes, em parceria com a Câmara Municipal de Chaves.

Conteúdo atualizado em19 de janeiro de 2026às 17:53