Presidente da Câmara de Chaves pede ao Governo que legisle para dar mais dimensão ao setor do termalismo
Com a inauguração de mais um equipamento termal, que coloca o concelho de Chaves numa posição cimeira ao nível nacional e europeu no que toca ao termalismo
“Com a abertura do novo balneário termal em Vidago, que vem juntar-se a outros dois já existentes no concelho, Chaves é o município do país com mais unidades termais. Vidago merece a realização anual de um simpósio, de caracter internacional, para debater a água e o termalismo”. Foi com esta afirmação que o Presidente da Câmara de Chaves iniciou a sua intervenção na sessão de abertura do simpósio “Água e Termalismo em Debate”, um evento que teve lugar na passada sexta-feira e sábado, à margem da cerimónia de inauguração do novo Balneário Pedagógico de Investigação e Desenvolvimento de Práticas Termais de Vidago.
Aproveitando a presença do Secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, e do Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, entre outras individualidades da área da saúde, António Cabeleira salientou a importância de “o Governo legislar para que o setor do termalismo volte novamente a ter a dimensão que já teve”.
Por sua vez, o Secretário de Estado da Saúde destacou as finalidades terapêuticas da água, referindo que o Estado pode e deve ter um papel mais interventivo no termalismo como um modelo terapêutico, sempre que houver prova dos benefícios das águas para as pessoas.
Na sua intervenção, o Diretor-Geral da Saúde, Francisco George, salientou a importância da conservação e da proteção da saúde e da prevenção da doença, tendo abordado quatro grandes questões que estão ainda por resolver: as alterações climáticas, referindo-se ao aquecimento global e à necessidade de redução da poluição; o aumento, muito preocupante, das doenças crónicas; a alarmante resistência do ser humano aos antibióticos; bem como o problema de acesso à saúde, que deve ser sem desigualdades.
Francisco George destacou ainda o “bom exemplo de democracia” referindo-se ao protocolo entre a Câmara de Chaves e a UNICER, de cedência de águas, provenientes da nascente de Vidago, destinadas à exploração do novo balneário.




