IPB promoveu seminário em Chaves para reforçar turismo no Alto Tâmega e Barroso
A Escola de Hotelaria e Bem-Estar do Instituto Politécnico de Bragança (IPB) promoveu, no passado dia 24 de março, o seminário “Rotas com Raízes: Experiências que Prendem”, na Sala Multiusos do Centro Cultural de Chaves. A iniciativa reuniu estudantes, profissionais do setor turístico, autarquias e agentes do território, com o objetivo de refletir sobre o potencial turístico do Alto Tâmega e Barroso e identificar estratégias para aumentar a duração das estadias dos visitantes, atualmente fixada numa média de 1,8 noites.
A sessão de abertura contou com a presença do Vice-Presidente do IPB, Luís Manuel Pais, da Presidente da Comissão Instaladora da Escola Superior de Hotelaria e Bem-Estar, Maria José Alves, e do Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz. O autarca flaviense destacou o papel estratégico do turismo na economia local, sublinhando que “se for possível aumentar a permanência média dos visitantes de 1,8 para 2,5 noites, seria uma revolução completa”, realçando a importância do conhecimento, da inovação e da qualificação da oferta na atração de pessoas e investimentos.
Nuno Vaz salientou ainda a evolução registada em Chaves, onde o número de dormidas passou de cerca de 143 mil, em 2017 para quase 315 mil, em 2025, resultado do crescimento da oferta turística, e destacou que “o sucesso do turismo depende da colaboração de todos os agentes do território", sublinhando a necessidade de uma atuação articulada entre as entidades públicas, privadas e comunidade, com vista à criação de valor, geração de riqueza e promoção da sustentabilidade.
Durante a manhã, o seminário incluiu debates sobre os desafios e oportunidades do turismo, moderado por Artur Cardoso, do Pena Aventura, com a participação de técnicos de turismo dos seis municípios da região — Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar. Seguiu-se o painel “Mapa Crítico: Entraves à Permanência”, conduzido por Pedro Cepeda, da Transmute, que analisou os fatores que condicionam a duração das estadias e a necessidade de desenvolver experiências turísticas mais integradas e diferenciadoras.
No período da tarde, estudantes e especialistas, incluindo diretores de hotéis, técnicos de turismo e operadores turísticos, participaram no painel “Do Território à Rota: Pilares do Design de Experiências”, dinamizado por Mónica Santos, da ISLA Gaia, e desenvolveram atividades de team building e laboratórios de cocriação. O objetivo das sessões foi elaborar roteiros turísticos integrados e comercializáveis, capazes de prolongar a estadia dos visitantes e reforçar o ecossistema turístico local, culminando na apresentação das propostas em formato pitch, reforçando a importância da cooperação e inovação como fatores determinantes para afirmar o Alto Tâmega e Barroso como um destino turístico de excelência.




