Entre cadeiras de rodas e vendas: uma experiência para sentir as barreiras do espaço público
Plano de Promoção da Acessibilidade Universal reforça compromisso do Município com a inclusão
O Município apresentou, em sessão pública, o “Plano de Promoção da Acessibilidade Universal nos Espaços Públicos de Chaves e Vidago” (PPAU), um instrumento estratégico de planeamento e ação orientado para a criação de espaços públicos mais acessíveis, inclusivos e adaptados às necessidades de todos os cidadãos.
Mais do que um documento técnico, o Plano pretende consolidar uma visão integrada da acessibilidade enquanto direito fundamental e condição indispensável para garantir autonomia, igualdade de oportunidades, participação cívica e qualidade de vida.
Na apresentação do PPAU, o Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, destacou a importância de assegurar que o espaço público possa ser usufruído por todos os cidadãos, sem exceção, reforçando a necessidade de continuar a construir um território mais inclusivo, humano e acessível. Embora as intervenções urbanas mais recentes já revelem uma crescente preocupação com as questões da acessibilidade, o Município assume agora o compromisso de aprofundar essa estratégia através de um plano estruturado, pensado para identificar prioridades e orientar intervenções a curto, médio e longo prazo.
Após a realização de um rigoroso levantamento técnico no terreno e da conclusão do estudo de caracterização e diagnóstico, o Município avançou para uma nova fase entrada na capacitação técnica e auscultação ativa da população.
O programa estruturou-se em dois eixos fundamentais: por um lado, a formação especializada dirigida aos técnicos municipais, procurando alinhar futuras intervenções urbanas com os princípios do desenho universal e das boas práticas de acessibilidade, por outro, a promoção de ações de sensibilização dirigidas a decisores locais e comunidade.
Foi precisamente neste contexto que o Largo General Silveira acolheu uma experiência prática particularmente marcante, baseada na inversão de papéis. Elementos do Executivo Municipal, presidentes de junta e técnicos da autarquia percorreram diferentes circuitos utilizando cadeiras de rodas, andarilhos, vendas e periscópios invertidos, experienciando algumas das dificuldades enfrentadas diariamente por cidadãos com incapacidades ou mobilidade condicionada.
A iniciativa contou com a colaboração das associações Flor do Tâmega, APD, CERCI e ACAPO, cuja participação foi determinante para proporcionar uma experiência mais próxima da realidade vivida por muitas pessoas no acesso e utilização do espaço público.
Esta ação permitiu não apenas identificar constrangimentos e barreiras existentes, mas também sensibilizar os participantes para a importância de pensar o território numa perspetiva verdadeiramente inclusiva. O Município considera que a construção de cidades mais acessíveis depende igualmente da participação ativa da comunidade, razão pela qual os contributos recolhidos durante estas ações serão agora integrados na consolidação final do Plano de Promoção da Acessibilidade Universal.
Projeto desenvolvido no âmbito do Programa Regional Norte 2030, cofinanciado pela União Europeia.
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