Chaves viveu três dias de Feira dos Santos, com cinco quilómetros de feira, mais de 500 expositores e milhares de visitantes
Cinco quilómetros de feira, mais de 500 expositores e feirantes e uma cidade inteira em movimento. Entre 30 de outubro e 1 de novembro, Chaves viveu mais uma edição da Feira dos Santos, num fim de semana marcado pela forte afluência de milhares de visitantes, pela intensa atividade comercial e por uma programação que levou música, gastronomia, tradição e animação às ruas da cidade.
Ao longo dos três dias, o movimento fez-se sentir por diferentes pontos de Chaves, com ruas repletas de visitantes e uma forte afluência aos espaços da feira, ao comércio e à restauração. A diversidade do certame voltou a ser uma das suas principais características, reunindo produtos regionais, artesanato, comércio, exposição automóvel, máquinas agrícolas e divertimentos.
A abertura oficial decorreu na tarde de 30 de outubro, no Aquanatur Palace, numa sessão solene que contou com a presença do Executivo Municipal, do Presidente da Direção da ACISAT - Associação Empresarial do Alto Tâmega, Vítor Pimentel, e do Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-N), Álvaro Santos, entre outras edilidades e individualidades.
Na ocasião, o Presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, destacou a importância histórica, cultural e económica da Feira dos Santos, considerando que o certame é “muito mais do que uma feira”, por representar “a essência da identidade flaviense”. O autarca sublinhou a dimensão alcançada pelo evento e o seu impacto na economia local, nomeadamente no comércio, na hotelaria e na restauração, mas também a sua importância enquanto espaço de encontro e convívio entre famílias e gerações. Defendeu que a tradição deve continuar a ser uma força para o futuro, valorizando os produtos e recursos do concelho, como o fumeiro, o pastel de Chaves, o presunto e as termas.
Nuno Vaz reafirmou também o compromisso do Executivo Municipal em continuar a promover o desenvolvimento do concelho através da cooperação com os territórios do Alto Tâmega e Barroso e do reforço da dimensão transfronteiriça da Eurocidade Chaves-Verín. “Queremos continuar a afirmar Chaves com os seus ativos, mas não numa lógica singular ou isolada, antes numa lógica colaborativa e articulada”, salientou, defendendo um território “moderno, conectado, próspero e profundamente orgulhoso da sua identidade”.
Ao longo dos três dias, a Feira do Gado e os concursos pecuários mantiveram um lugar de destaque na programação, a par do Festival Gastronómico do Polvo, da Feira de Artesanato e da exposição automóvel e de máquinas agrícolas.
Nas ruas, a música e a animação acompanharam o movimento durante toda a feira, com arruadas, concertinas, bombos e diversas atuações que contribuíram para o ambiente festivo vivido na cidade.
Organizada pela ACISAT, em colaboração com o Município de Chaves, a Feira dos Santos 2026 encerrou com um balanço muito positivo, confirmando a capacidade de um certame secular para se renovar a cada ano sem perder a sua identidade. Entre famílias que mantêm a tradição de geração em geração e visitantes que chegam de diferentes pontos do país e de Espanha, os Santos continuam a afirmar-se como uma referência que ultrapassa fronteiras e permanece como um dos grandes momentos do calendário flaviense.




