'A População da Vila de Chaves (1780 - 1880)” em livro
"A População da Vila de Chaves (1780 - 1880)” em livro
A obra literária é o resultado de um trabalho de investigação sobre a população da Vila de Chaves. O autor apresenta várias conclusões que proporcionam um melhor conhecimento da população flaviense, constituindo-se como “um pequeno contributo para a história local”.
"A População da Vila de Chaves (1780 - 1880)” é o tema da mais recente edição do Grupo Cultural Aquae Flaviae cuja apresentação decorreu na passada sexta-feira na sala multiusos da Biblioteca Municipal. A obra resulta do trabalho de investigação elaborado no âmbito da tese de doutoramento de José Alfredo Paulo Faustino.
A sessão foi presidida pelo Presidente da Câmara, que elogiou o trabalho e percurso do autor desta investigação, destacando igualmente a importância do Grupo Cultural Aquae Flaviae, no âmbito histórico-cultural. Na sua intervenção, Nuno Vaz mostrou-se disponível em colaborar no projeto de desenvolvimento das linhas traçadas neste trabalho em concreto, mas também em apoiar todos os projetos que prestigiem o Município de Chaves.
Seguiram-se as palavras da Presidente da Direção do Grupo Cultural Aquae Flaviae, Maria Isabel Viçoso, garantindo à autarquia uma continuada colaboração desta Associação na senda do percurso que vem desenvolvendo desde a sua fundação. Ao autor da obra, Maria Isabel Viçoso teceu elogios, valorizando as suas capacidades pedagógicas, intelectuais e científicas que tem vindo a colocar ao serviço da comunidade flaviense.
A apresentação do livro esteve a cargo de Maria Norberta Amorim, Professora Catedrática da Universidade do Minho, que salientou o valioso interesse da investigação realizada para o conhecimento da demografia flaviense.
Na sua intervenção, o autor referiu que o seu trabalho de exploração permitiu-lhe identificar a forma como se nascia, amava e reproduzia em Chaves. Foi estudado o indivíduo, não em contexto isolado ou como simples número de contagem populacional, mas como elemento de um sistema de relações no interior da família e da comunidade. Uma segunda etapa da investigação incidiu sobre a organização da informação numa base de dados demográfica e genealógica, estruturada a nível do indivíduo, da família e da comunidade paroquial.
Nesta reconstituição da paróquia de Santa Maria Maior, num período de cerca de cem anos, o autor mostra-se surpreendido com o intenso fluxo de pessoas que aqui vieram casar e morrer, facto demonstrativo de que Chaves, nos séculos XVIII e XIX, era um prestigiado espaço urbano fortemente atrativo e de apreciável dinamismo económico e social, marcado por intensos fluxos de pessoas e bens, de várias proveniências.




