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Sobremesas

Leite-creme tostado

Bate-se primeiro muito bem as gemas de ovo (6 ovos). Desfaz-se a farinha fina em um pouco de leite e junta-se ao restante (1/2 litro), com uma casca de limão e leva-se ao lume brando, mexendo sempre, até que as gemas e o leite fiquem cozidos. Retira-se para taças e salpica-se com açúcar.
Nas brasas coloque um ferro bem quente, reluzente, e queime o açúcar, até formar crosta.

Doce de Cabaça

Escolhe-se uma cabaça com aspecto rijo e bem “atempada”. Parte-se aos bocados, retira-se-lhe as pevides e parte-se aos quadrados com o tamanho de um centímetro. Coloca-se num alguidar com o mais 1/5 do seu peso, de açúcar e fica a repousar de um dia para o outro. Pode-se desfiar alguns bocados para ajudar a condensar o doce.
No dia seguinte em lume lento, coloca-se a panela com a cabaça e o açúcar, que neste dia já está derretido. Põem-se a ferver. Deixa-se ganhar ponto de pérola. Junta-se uns paus de canela. Retira-se do lume deixa-se esfriar e picam-se grosseiramente nozes, polvilhando-se de canela. Enfrasca-se em frascos próprios para compota, devidamente vedados.

Receita cedida por Maria José Seixas
Doce de Gila

Partem-se as gilas, atirando-as ao chão, não se lhe deve colocar nenhuma faca, ou objecto metálico. Retiram-se as pevides e as espinhas que se encontram, no meio, com as mãos. Deixa-se de molho de um dia para o outro. Coloca-se a cozer, escorre-se e desfia-se. Põem-se o açúcar em peso certo, ao lume a criar ponto de espadana. Junta-se-lhe a chila cozida e bem espremida. Polvilha-se de canela e acrescenta-se-lhe nozes picada grosseiramente. Pode guardar-se em frascos herméticos.

Receita cedida por Teresinha Ferraz
Rabanadas

Corta-se o pão de forma, ou cacete, duro, em fatias médias. Mergulham-se em azeite morno temperado de açúcar. Deixam-se amolecer. Escorre-se o excesso de leite e passam-se por ovos caseiros batidos. Fritam-se em leite quente, deixando alourar, virando de um lado e de outro. Depois de fritas colocam-se numa travessa comprida, polvilhando-se de açúcar e canela ou, como se comem no Natal, banhadas por uma calda, feita com açúcar, água, vinho fino, um pau de canela e um vidrado de laranja. – “O segredo das rabanadas está em deixá-las demolhar, quase a desfazerem-se, no molho de leite”.

Filhós de Jerimu

Coze-se o Jerimu (1/2 quilo) e escorre-se num espremedor ficando só com o polme. A este polme junta-se 12 ovos médios, que se batem muito bem e com eles alguma farinha fina, deitada, pouco a pouco, até que a massa tenha a consistência de um creme espesso. Deixa-se a massa em repouso por algum tempo. Levam-se a fritar em azeite bem quente. Regam-se com uma calda de açúcar ou polvilham-se de canela e açúcar. – “O segredo das filhós está na fritura, que deverá ser sempre em azeite e nunca em óleo”.

Sonhos de abóbora

Leva-se ao lume leite (2,5 dl), manteiga (100 gr), sal (1 pitada) e uma casca de limão. Quando ferver, junta-se a farinha (300 gr) e mexe-se bem até a massa se soltar do tacho. Retira-se esta massa para uma tigela e deixa-se arrefecer. Retira-se-lhe a casca de limão e junta-se a polme da cabaça cozido (900 gr) e escorrido, amassando-se aos poucos, mas muito bem. Adiciona-se os ovos (4), um a um. Batem-se novamente. Fritam-se às colheradas em azeite bem quente e polvilham-se se açúcar e canela.

Aletria de Leite (antiga)

Aletria ............................ 400gr
Açúcar............................. 250gr
Leite ................................ 0.6 (600 c3)
Manteiga ..........................100gr
Vidrado de limão ..............q.b.
Canela em pó ....................q.b.

“Deita-se a aletria em bastante água a fervente a branquear; em seguida, escorre-se e põe-se a cozer no leite, no qual se deita o vidrado de limão e o açúcar. Quando a aletria está bem cozida, e semi-enxuta, tira-se do lume, liga-se com manteiga, deita-se em pratos, tirando-lhe o vidrado de limão e polvilhando a superfície de aletria com canela em pó. Serve-se fria ou morna para quem preferir.

Arroz Doce (antiga)

Arroz de boa qualidade...................... 400gr
Leite ............................................... 1litro (1000 c3)
Açúcar fino ...................................... 400gr
Gemas de ovos................................. 6 (90 c3)
Vidrado de limão.............................. q.b.
Canela em pó ................................. q.b.

“Faz-se com o arroz de leite, com a diferença de lhe juntar gemas de ovos batidas, para o que se tira do lume e deixa-se arrefecer um pouco, misturando bem os ovos com o arroz para se não formarem grumos e levando depois de novo ao lume o arroz, mexendo-o sempre, até que os ovos estejam cozidos. A quantidade de ovos varia com o gosto e a maior ou menor despesa que se queira fazer; a abundância não prejudica.

Há pessoas que gostam do arroz doce quase como creme; para conseguir isso, deve diminuir-se muito a quantidade de arroz indicada acima”.

Receita recolhida de um tratado de cozinha, cedida pela família Bastos Pinto de Loivos, pelo que se transcreve na integra.