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Património Cultural

  • Capela de Nossa Senhora da Lapa

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    Datação: séc. XVIII

    Capela com fachada principal em frontão contracurvado, com portal, janelas e óculo envolvidos por decoração vegetalista, de talhe algo geométrico.

    A coroa aberta sobre o óculo corresponde ao mesmo motivo decorativo que encima a moldura dos janelos, ainda que sejam mais estilizados. A decoração vegetalista que ladeia o portal é um excelente trabalho de canteiro, imitando padrões de talha. As cornijas das fachadas N. e S. revelam, entre os cunhais da fachada principal e a pilastra implantada no terço final dos seus paramentos, uma pequena diferença formal com a restante cornija que percorre estas fachadas, indiciando uma alteração da fachada anterior da capela, em momento indefinido. Numa ombreira da porta da sacristia, interessante caixa de esmolas, em madeira, pintada.

    A sacristia apresenta um lavatório de bom talhe, em arco pleno, concheado, sublinhado superiormente por cornija saliente, com torneira inscrita em motivo flordelisado e pia circular, estriada.

    Georreferênciação 41.741943, -7.470287

  • Capela de Nossa Senhora do Loreto

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    Datação: séc. XVII

    Data de 1696 a Fundação da capela pelo Abade de Monforte, João de Prada, que instituiu o respectivo Morgadio, e nela foram depositadas as relíquias de São Bonifácio Mártir.

    Arquitectura religiosa, maneirista. Capela de planta longitudinal simples, com coro-alto. Fachada principal com cunhais apilastrados, remate em frontão e rasgada por portal de verga recta encimado por frontão, sobrepujado por pequeno óculo. Existência de sineira. Cobertura em falsa abóbada de berço abatido em caixotões pintados e retábulo de talha dourada barroco, de estilo nacional.

    Georreferênciação 41.739856, -7.470662

  • Castelo de Monforte de Rio Livre

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    Datação: séc. XIII / XIV

    O castelo e a vila de Monforte de Rio Livre foram um senhorio do irmão do rei D. João V, o príncipe D. Francisco.

    Deve o seu nome à existência no local de um concelho medieval assim designado que foi extinto no século passado.

    A maior parte do conjunto actualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte. No seu interior, existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado, edifícios ainda de pé no século XVIII.

    A torre de menagem, construída em 1312, é o principal elemento restante e aquele que confere ao castelo a imagem militar por excelência.

  • Castelo de Santo Estêvão

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    Datação: séc. XI / XII

    As primeiras referências a este local datam do século XI e mencionam uma propriedade rural de grandes dimensões, eventualmente fortificada.

    Em 1212, já o castelo existia, pois foi neste ano conquistado por Afonso IX de Leão, no processo de pretensa defesa dos direitos de sua filha, a Infanta D. Teresa.

    Durante dezanove anos, a fortaleza esteve na posse do monarca castelhano, só sendo restituída à coroa portuguesa em 1231, data em que se celebrou o acordo de paz do Sabugal. A posição estratégica de Santo Estêvão determinou que alguns dos contactos entre as duas coroas peninsulares passassem por ele, como aconteceu em 1253, quando D. Afonso III se deslocou ao castelo para receber a sua futura esposa, D. Beatriz.

  • Castro de Curalha

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    Povoado fortificado romano e alti-medieval, de planta elipsoidal, circundado por três linhas de muralhas reforçadas de NE a N. por um campo de pedras fincadas.

    O povoado é rodeado por três linhas de muralhas, definindo um recinto de contorno elipsoidal. A estrutura interna apresenta, na zona escavada, uma fiada de construções rectangulares adossadas à muralha. Um outro conjunto de casas, existentes na parte central do recinto, apresentam igualmente um formato rectangular com parede divisória comum, estando perfeitamente alinhadas e com porta para o mesmo lado, o que faz supor a existência de um arruamento que as serviria.

    GUIA DE APOIO E VISITA AO CASTRO

    Georreferênciação 41º42'33.76"N | 7º31'40.90"O

  • Edifício da Câmara Municipal

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    Século XIX - De palacete a paço municipal

    Edifício construído, na primeira metade do século XIX, para residência de António de Souza Pereira Coutinho, Morgado de Vilar de Perdizes, na zona mais nobre da então vila de Chaves.

    Não demorou muito tempo a mudar de uso, já que em 1861, ainda inacabado, é adquirido pela Câmara Municipal, que termina as obras, para uso da administração municipal, mais próxima dos centros de poder da vila.

    As suas quatro paredes realçam a verticalidade do edifício, através de pilastras que dividem cada uma delas em três corpos. É este o efeito visual que reforça a fachada principal que se projeta na atual Praça de Camões.

    Do seu corpo central sobressai o portal principal, ladeado por dois óculos ovalados, e no topo, o frontão triangular com brasão no tímpano, encimado por relógio. Do seu interior destaca-se a imponente escadaria em granito, que dá acesso aos andares superiores do edifício, o silhar de azulejos azuis com cenas campestres e a existência de salão nobre.

  • Forte de Sâo Francisco

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    Nos primórdios da nacionalidade foi fundado nos arredores da então vila de Chaves, o convento de S. João da Veiga pertencente à Ordem dos Templários, que depois se viriam a consagrar à Ordem da Soledade de São Francisco.

    Em 1629, o Capítulo Provincial da Ordem da Soledade de São Francisco, celebrado em Vila Viçosa, presidido pelo padre Frei Bernardino da Serra, determina procurar em Chaves local para novo convento, o local escolhido foi uma colina fronteira à vila denominado Alto da Pedisqueira. Assim em 1635, é lançada a primeira pedra para a construção do convento, dedicado a Nossa Senhora do Rosário. Para a sua construção muito contribuiu o préstimo do seu patrono, o 8º duque de Bragança, D. João IV de Portugal. Por razões militares, e sensivelmente na mesma data, foi construído o forte de N.ª S.ª do Rosário, obra constituída por baluartes e ponte levadiça, que em toda a Guerra da Restauração constituiria excelente defesa da praça da vila de Chaves.

    Foi também o cenário da vitória do General Silveira contra os franceses do exército de Soult em 1809.

    O Forte alberga hoje no seu interior, depois de devidamente recuperado, um magnífico hotel de quatro estrelas.

    Georreferenciação - 41° 44.572’N - 7° 28.151’O

  • Forte de S. Neutel

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    Arquitectura militar, seiscentista.

    Forte tipo Vauban, com dupla linha defensiva e fosso interno, com uma configuração estrelada semelhante à do vizinho Forte de São Francisco edificados durante as Guerras da Restauração.

    Para além da imponência da sua volumetria, salienta-se pela delicadeza de alguns dos seus elementos, como o portal armoriado, com inscrição alusiva à sua edificação, a fonte de mergulho implantada no fosso interior, junto do baluarte SE., com faces abertas por arcos sobre pilares, e a capela maneirista de Nossa Senhora das Brotas erguida no interior.

  • Igreja da Misericórdia

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    Construída no século XVII, esta igreja é tipicamente barroca.

    A fachada do templo, granítica, antecedida de uma escadaria também de pedra, está pormenorizada e cuidadamente decorada com pilastras e janelas. O interior, de uma só nave, tem as paredes inteiramente revestidas de azulejos decorados, do século XVIII, ilustrando vários motivos e cenas bíblicas (Bodas de Canã, Ressurreição de Lázaro, Multiplicação dos Pães). No tecto, de madeira pintada de meados do século XVIII (l743), está também representada a cena da Visitação. Por último, o altar de talha dourada, é profusamente decorado com querubins, cachos e volutas. A fachada posterior do edifício apresenta a particularidade de assentar e aproveitar o paramento externo da cerca urbana medieval.

    Georreferenciação - 41° 44.368’N - 7° 28.274’O

  • Igreja de Santa Maria Maior / Matriz

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    Igreja de raiz medieval, mas com vestígios testemunhando fases importantes da sua estrutura cronológica.

    Da construção medieval conservou a imponente torre, rasgada por duas sineiras por face, com molduras e frisos de interligação decorados com boleados, motivos vegetalista e em ziguezague, apresentando frontalmente portal românico, precedido por nártex, com arquivoltas e molduras decoradas, assentes em colunelos com capitéis esculpidos, e nas paredes frestas, siglas, mísulas antropomórficos, bem como fragmento de friso com enxaquetado integrado na parede sobre a porta travessa. As transformações ocorridas no séc. 16 são particularmente visíveis nos portais, o da fachada lateral esquerda mais rico do que o principal, e na abóbada estrelada da capela-mor. A estrutura da capela-mor e a colocação da imagem da padroeira na sua fachada posterior obedece a uma tipologia que toma como modelo a capela-mor da Sé Catedral de Braga e que se estende até à Galiza, com um notável exemplar na Igreja de Santa Maria de Pontevedra. A capela-mor é ainda percorrida interiormente por friso com inscrição e exteriormente na fachada posterior.

    No interior, destaca-se a Capela do Santíssimo, adossada à capela-mor pelo lado do Evangelho, e comunicando com a mesma, coberta por cúpula de pendentes com lanternim, e com teia em pau-preto com inscrição em metal. Os painéis de azulejos que ladeiam o vão desta capela, com alegorias às Virtudes, e o que encima o arco triunfal, com a Assunção da Virgem, são já rococós. O retábulo-mor é recente e reaproveita elementos de talha. Retábulo colateral da Epístola de um eixo, mas com mísulas a ladear o nicho central, dando a ideia a três e possuindo no ático aletas suportando fragmentos de cornija ornadas de enrolamentos, tudo dinamizando a sua estrutura. De referir ainda a pia baptismal, com taça monolítica decorada com motivos vegetalistas, o lavabo da sacristia, maneirista, com espaldar de duas penas, e o pequeno retábulo que encimava o arcaz da sacristia, em talha dourada, de transição, conciliando ainda elementos maneiristas com a estrutura de barroco nacional.

    Fonte: SIPA - Sistema de Informação para o Património Arquitectónico

    Georreferenciação - 41° 44.376’N - 7° 28.240’O

  • Igreja de São João de Deus

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    Igreja de planta centrada de devoção real de S. João de Deus.

    Em 1647 ali existia o Hospital Real para os soldados e oficiais dos Regimentos de Infantaria e Cavalaria da guarnição da Praça de Chaves e era dirigido por freires da Ordem de São João de Malta.

    Entre 1720 / 1721, D. João V manda construir a igreja anexa, tendo-se as obras prolongados por vários anos. 1834 - depois da extinção das ordens religiosas e dos freires terem deixado o culto, a igreja foi várias vezes profanada.

    Em meados do séc.XX sofreu várias obras de restauro, grandemente impulsionadas por D. Maria Magalhães e da responsabilidade do Arq. Inácio Magalhães. Terá aí funcionado a 1ª escola de Medicina do país.

    Georreferênciação 41.737951, -7.466043

  • Paço dos Duques de Bragança

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    O imóvel onde está instalado o Museu da Região Flaviense insere-se num complexo monumental dos mais emblemáticos que compõem o centro histórico da cidade de Chaves.

    Denominado Paço do Duque de Bragança, honrando a memória de D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, que casou com Dª. Brites, filha do Condestável D. Nuno Alvares Pereira, escolheu, após o matrimónio, a então vila de Chaves para fixar residência. D. Afonso mandou construir perto do castelo o seu palácio, cuja construção terá começado em 1410 e concluída em 1446. Não terá sido uma residência digna de um nobre, mas antes um pequeno albergue, embora dessa primitiva construção não se conheça planta ou desenho, sabendo-se que os condes aí se sentiram bem pois nesta terra nasceram os seus três filhos.

    Mais certezas há relativamente à história mais recente do edifício. Sabe-se que em 1739 o Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, General Francisco da Veiga Cabral, mandou construir o edifício cuja fachada se volta para a actual Praça de Camões. O objectivo da sua construção parece ter sido o de aí instalar o quartel da Guarda Principal e a prisão militar. É nestas funções militares que o edifício, resultado da conjugação de diferentes edificações de diferentes datas, com acrescentos e transformações, suplantando possivelmente os restos do antigo paço ducal, vai atingir o porte monumental, com um largo portão, encimado por trabalhosas e artísticas armas reais em pedra. Já possuiu mais um piso, quando aí funcionaram as casernas de um regimento de infantaria, considerado depois inútil e inestético.

  • Pedra Bolideira (Monumento Natural)

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    A pedra Bolideira localiza-se a cerca de 18 km de Chaves, próximo da estrada nacional nº 103 (Chaves/Bragança) no maciço granítico da serra do Brunheiro que se eleva a este do vale de Chaves e atinge a cota de 919 m de altitude.

    Na subida desde Chaves observam-se grandes blocos graníticos, mais ou menos arredondados, que povoam as encostas como gigantescos cogumelos. A famosa “pedra bolideira” é um dos maiores e sem dúvida o mais interessante desses blocos. Tem forma irregular, achatada com mais de 3 m de altura e cerca de 10 m de comprimento e largura, com a particularidade de pesando várias toneladas ser capaz de se mover, em movimento oscilatório, com um empurrão de qualquer pessoa.

    GUIA DE VISITA AO MONUMENTO

    GEORREFERENCIAÇÃO - 41º46'37.85"N | 7º18'58.44"O

  • Pelourinho de Chaves

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    Datação: séc. XVI

    De entre as estruturas erguidas à época consta o pelourinho, símbolo maior da autonomia judicial, conquanto tivesse sido apeado em 1870, para ser reerguido em 1910, antecedendo nova deslocação e reposição, tal como sucedeu com diversos exemplares existentes no país, originando pequenas intervenções de restauro.

    A sua principal característica é o capitel, onde coexiste uma pirâmide truncada invertida lavrada nas faces - uma das quais ostentando brasão -, encimado por colunelos torcidos nos cantos e um quinto, ao centro, a suportar a esfera armilar.

    Georreferênciação 41.739856, -7.470662

  • Pelourinho de Ervededo

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    Justiça e Liberdade

    O primeiro município medieval do território que hoje configura o concelho de Chaves foi o de Couto de Ervededo, cuja cabeça ficava na actual povoação da Torre.

    Tratava-se de um couto do arcebispado de Braga, que veio a ter foral em 1232, dado pelo arcebispo D. Silvestre Godinho.

    O concelho foi extinto em 1853, e dividido em duas freguesias, a de Ervededo e a de Bustelo, sendo ambas integradas no concelho de Chaves. Ervededo teve pelourinho, construído em data desconhecida, e levantado em frente ao edifício dos antigos Paços do Concelho, no lugar da Torre. Foi derrubado em 1895, para aí se construir um chafariz. O largo onde se erguia ainda conserva o topónimo de Largo do Pelourinho.

    Georreferênciação 41.816105, -7.492475

  • Ponte Romana de Trajano

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    A ponte romana sobre o Rio Tâmega é o legado mais importante do império a “Aquae Flaviae”.

    Foi concluída no tempo do Imperador Trajano, entre o fim do século I e o princípio do século II d.C. É uma obra notável de engenharia, com cerca de 150 metros de comprimento. Os 12 arcos visíveis são de volta perfeita e formados por enormes e robustas aduelas de granito. No entanto, há pelo menos mais seis arcos soterrados pelas construções, de um lado e do outro do rio. A meio da ponte estão implantados dois documentos epigráficos de carácter honorífico em tributo das gentes flavienses e dos dez povos que ajudaram na sua construção. Esta ponte é o mais característico ex-libris de Chaves.

    Cumpriu a função de acesso principal à cidade pelo bairro da Madalena até à década de 50 do século XX, altura em que foi inaugurada a ponte Eng.º Barbosa Carmona.

    Actualmente, encontra-se encerrada ao trânsito funcionando apenas como ponte pedonal.

    Georreferenciação - 41° 44.296’N - 7° 28.025’O

  • Torre de Menagem do Castelo de Chaves

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    Monumento nacional desde 22 de Março de 1938, várias foram as adversidades que imperaram na história do Castelo de Chaves.

    Do que dele resta, apenas a Torre de Menagem se mantém como história viva de épocas conturbadas da reconquista cristã e de dote real para a resolução dos vários problemas políticos entre lusos e espanhóis. É com D. Afonso Henriques, que Chaves passa a integrar o território Português, sendo-lhe concedido foral em 1258 por diploma de D. Afonso III, o qual casara em Chaves com D. Beatriz filha ilegítima de D. Afonso X de Castela. Com a elevação à categoria de vila que o foral lhe outorgou, consagrando Chaves como um núcleo populacional, económico e estratégico na linha de defesa das fronteiras do território Português, urgiu a necessidade da reconstrução do castelo e torre de menagem por alturas do reinado de D. Dinis.

    No seu exterior, construiu-se um jardim, onde estão expostas algumas peças do Museu da Região Flaviense. O jardim está limitado por muralhas construídas aquando da fortificação da vila, por alturas das Guerras da Restauração. Do local podemos observar uma excelente panorâmica de todo o vale de Chaves.

    Georreferenciação - 41° 44.375’N - 7° 28.302’O