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Rede de Museus Municipais

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Missão

O Museu da Região Flaviense é uma rede de museus municipais de carácter público ao serviço da comunidade regional e nacional, que tem como missão sensibilizar os públicos para a história da região flaviense, através dos seus diversos núcleos expositivos vocacionados para a educação e fruição como pólos de estudo e atractividade da sociedade flaviense.

História

A ideia de criação do Museu remonta a 1929, aquando da passagem de Chaves de vila a cidade.

Nesse ano, a Comissão Administrativa da Câmara Municipal deliberou, na sessão ordinária de 18 de Maio, criar e eleger a Comissão Instaladora do Museu da Região Flaviense. Este grupo era constituído por distintas personalidades da cultura flaviense, nomeadamente, o Dr. Francisco de Barros, Dr. Adalberto Teixeira, Dr. António Júlio Gomes, Dr. Constantino Torres Vouga, Dr. padre António Cerimónias e o padre Manuel Pita.

A primeira casa do museu foi na antiga igreja do Convento das Freiras. Mas, em 1945, o museu foi transladado para o edifício do Largo do Anjo, uma casa senhorial que integrava a Capela de Santa Catarina.

Com a comemoração em 1978 do XIX século da existência do Município Flaviense, a qual contou com a presença do então Presidente da República, o General Ramalho Eanes, o museu foi novamente transferido, agora para o edifício do Paço dos Duques de Bragança, antigo albergue da célebre biblioteca-museu do duque, aonde permanece.

Em 1993, foi criada uma Comissão de Reformulação do Museu da Região Flaviense constituída por vários especialistas das áreas de História, Arqueologia e Museologia, onde se destaca a acção dos Profs. Drs. Armando Coelho e Rui Centeno, bem como do arquitecto Manuel Furtado Mendonça.

Inicialmente, este museu recebeu o nome de Museu da Região Flaviense, mas posteriormente foi atribuída esta designação à rede de museus municipais, que abrange os vários museus temáticos da região, passando este museu, que encabeça a rede, a designar-se por Núcleo de Arqueologia e de Pré-História.

O edifício

O Núcleo de Arqueologia e Pré-História situa-se no antigo paço dos Duques de Bragança, na actual Praça de Camões, num emblemático complexo monumental, no centro histórico da cidade de Chaves.

Trata-se de um edifício muito sóbrio, decorativo e tipologicamente constituído por dois pisos. Originariamente construído para albergue de D. Afonso, 1.º Duque de Bragança, este paço estava encostado à torre medieval, da qual era continuação.

D. Afonso, filho ilegítimo de D. João I, casou com D.ª Brites, filha do Condestável D. Nuno Álvares Pereira e após o matrimónio, escolheu a então Vila de Chaves para residência e aí mandou construir bem perto do castelo o seu palácio, cuja construção terá começado em 1410 e concluída em 1446.

Quando a torre se tornou obsoleta, o edifício anexo passou a assumir o seu papel, sendo ampliado e melhorado.

No início do século XVIII, transformou-se em aquartelamento militar, passando a albergar a guarda principal da praça-forte, quando o Governador das Armas da Província de Trás-os-Montes, o General Francisco da Veiga Cabral, mandou ampliar o edifício e construir a fachada que se volta para a praça. É nesta época que o edifício vai atingir o porte monumental, com um largo portão encimado por trabalhosas e artísticas armas reais em pedra. Manteve a função militar até meados do século XX, altura em que acolhia o Batalhão de Caçadores de Chaves.

Todavia, foi já nos nossos dias que o Museu da Região Flaviense se transladou para este monumental edifício, honrando, desta forma, a memória de D. Afonso, que aqui viveu parte da sua vida, homem culto, muito viajado e um fervoroso entusiasta das artes e das letras.

O actual espaço museológico é composto pela sala principal, onde está exposta a colecção permanente, pela sala de exposição de pintura, dedicada ao Mestre Nadir Afonso, pelos gabinetes administrativos e pela sala de trabalhos arqueológicos.