Viver Chaves - Programa Pólis

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                                            do 
                               PROGRAMA POLIS.



 

O Projecto desenhado pelo Programa Polis para a cidade de Chaves, abrangendo uma área de aproximadamente 351 hectares, compreende um vasto leque de estudos e obras potenciadoras de uma verdadeira operação de Requalificação Urbanística e Valorização Ambiental desta milenária urbe.
De entre os vários Estudos e Projectos previstos, realça-se a integral cobertura da zona de intervenção por intermédio de seis Planos de Pormenor (Zona Urbana Norte, Margens do Tâmega, Zona Urbana Poente, Zona Termal, Madalena e Centro Histórico) e a realização de estudos complementares de carácter específico, no âmbito de tráfego, de hidráulica fluvial, de incidência ambiental e do levantamento e caracterização arqueológica das muralhas da cidade. Estes estudos, consubstanciando um âmbito territorial que extravasa naturalmente a delimitação física das diversas obras a executar, para além de fundamentarem programaticamente estas últimas, servirão igualmente para definir com detalhe a concepção da forma de ocupação dos espaços por elas directamente abrangidos e das zonas urbanas que os envolvem.
As obras mais significativas a realizar no âmbito dos seis principais desígnios estratégicos da Intervenção Polis em Chaves, caracterizam-se sumariamente nos seguintes moldes:


 
• Incremento de Áreas Verdes Urbanas -

Neste contexto prevê-se a transformação em espaço público de ambas áreas marginais ao Rio Tâmega, actualmente na posse de privados (zona da Madalena, Longras, Galinheira) por forma a criar-se um Corredor Pedonal contínuo ao longo das citadas margens, dotado com áreas de estada, recreio, lazer e recintos descobertos para a prática informal de actividades desportivas. Neste contexto, destaca-se pela sua dimensão e multifuncionalidade o Parque Urbano a criar na zona da Galinheira.


 
• Recuperação e Valorização de Estruturas Ecológicas –

A consecução deste objectivo alcançar-se-á através da reabilitação dos ecossistemas constituídos por duas linhas de água que atravessam a malha urbana (Ribeiros do Rivelas e do Caneiro), mediante a constituição ao longo das suas margens, de faixas com larguras médias de 10,00 m, para usufruição pública em moldes pedonais e cicláveis.

 


 
• Reabilitação de Espaços Públicos e de Estruturas Edificadas de Interesse Patrimonial –

Para este efeito proceder-se-á à reabilitação das áreas envolventes de duas Fortificações da Restauração e Monumentos Nacionais (Fortes de S. Francisco e de S. Neutel), através de acções de cariz eminentemente paisagístico, que propiciem a sua adequada integração na estrutura urbanística da cidade. Neste campo prevê-se igualmente a Requalificação Urbanistica e Paisagística dos Jardins do Tabolado e Público, os quais, constituindo-se como áreas públicas de enquadramento mais imediatas do Complexo Termal das Caldas de Chaves, são hoje em dia os dois espaços públicos verdes organizados com maior utilização da colectividade. Por último, há ainda a relevar a aposta na Requalificação Arquitectónica e Funcional (pedonalização) da Ponte Romana.


 

• Corredores Pedonais –

A este nível são de destacar as construções de uma ponte pedonal sobre o Rio Tâmega a interligar o Jardim do Tabolado e o Jardim Público, de uma passagem  superior para peões na Avenida 5 de Outubro e de uma valiosa ciclovia ribeirinha ao rio Tâmega, com uma extensão aproximada de 6400,00 metros.


 

• Reforço da Urbanidade da Cidade

A concretização deste desiderato espalhar-se-á na ambiciosa e ansiada construção do Parque  Multiusos de Santa Cruz, com uma área total de 65.000 m2 , e que constituirá um espaço devidamente infraestruturado e equipado para apoio ao tecido económico local (realização da feira semanal e da grande feira anual dos Santos, exposições temáticas de cariz sócio-económico, etc.)


 

• Sensibilização Ambiental –

Com o objectivo pedagógico de divulgação dos valores ambientais presentes e com a função mais técnica de monitorização contínua dos diversos descritores ambientais (solo, ar, água, ruído, recursos geotérmicos, etc.), preconiza-se a execução de um Centro de Monitorização e Interpretação Ambiental, em edifício a destinar para o efeito.